30 anos de Fantasporto, 30 anos de fantasía

2011-11-03


Inda que as actividades e as proxeccións empezaron o día 23 a sesión de apertura é o día 26. Solomon Kane para abrir e The Crazies para fechar. Non entra nos plans da dirección levar o festival a Lisboa.

O Festival Internacional de Cinema do Porto, máis coñecido como Fantasporto e Fantas para os amigos, cumpre 30 anos. E para celebralo nada mellor que loitar contra a crise e disfrutar dunha nova edición do maior festival de cinema de Portugal e un dos máis importantes de Europa dentro do xénero fantástico e de terror.

Para non dar máis voltas imos facer un repaso rápido ás distintas seccións oficiais e actividades paralelas desta edición:

Sección oficial: A sección oficial ábrese cunha fita que máis de un xa vería, pois en Galiza Solomon Kane estreouse o 1 de xaneiro de 2010. Michael J. Basset realiza para a pantalla grande unha adaptación das aventuras do heroe mata-demos do autor de Conan, Robert E. Howard.

Nesta mesma sección poderanse ver outros filmes xa estreados en Galiza, como REC 2, a segunda parte do exitoso e aterrador REC de Jaume Balagueró e Paco Plaza; ou Jennifer’s Body, un filme feito á medida da explosiva Megan Fox.

Pero hai moito máis. A segunda parte de The Descent, The Descent: Part 2; o novo de Park Chan-Wook, Thirst; o derradeiro filme de Paul Naschy, La herencia Valdemar; ou a adaptación da novela de José Saramago Embargo por António Ferreira.

A sección complétase com outros 8 filmes: Deliver Us From Evil, Hearthless, Hidden, La Horde, Salvage, T.M.A., The Human Centipede (First Sequence) e Valhalla Rising.

Para horarios visitade a sucinta páxina do festival http://www.fantasporto.com.

Semana dos realizadores: Nesta sección, apadriñada por Manoel de Oliveira, poderase ver unha mostra do mellor do cinema máis persoal do momento: First Squad, Fish Tank, Hierro, Sweet Karma… ata un total de 9.

Sección Orient Express: O cinema oriental non podía deixar de ter a súa representación no festival e as seleccionadas recorren o continente. Dende as xaponesas Air Doll (Kuki ningyo) e Vampire Girl vs. Frankenstein Girl, pasando pola indonesia Merantau ou a india Loins of Punjab.

Xa fóra de competición o cinema portugués ten o seu espazo na sección Panorama do cinema portugués e na retrospectiva adicada ó realizador luso Luís Galvão.

Fantasporto é un non parar de cinema. Hai unha Homenaxe ao Cinema Francés cunha escolla de once fitas reprensentativas da historia do cinema deste país, máis estreas na sección Premiere e Panorama (The Crazies, The Book of Eli…), unha sección de Cinema e robótica e outra de Pinku eiga (soft-porn xaponés), incluso poderemos ver os filmes gañadores de anos pasados. E curtas a esgalla. De imaxe real ou animación, portuguesas ou internacionais, e un ciclo chamado Heidi Goes Wild – Retro cinema suizo. E inda hai máis.

Malo será que no atopedes algo do voso gusto.

E por se isto vos parece pouco ou non queredes andar todo o día sentados na butaca hai un programa paralelo de actividades bem interesantes. Dende presentacións de banda deseñada como As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy de Filipe Melo e Juan Cavia ou libros como Zona Fantástica com textos de varios autores sobre banda deseñada, ata a festa de feche do festival, a coñecida como Baile dos Vampiros, que terá lugar no Teatro Sá da Bandeira cunha chea de DJ’s.

A crise e a falta de apoio por parte da Cámara do Porto (este ano non hai carpa en fronte do Rívoli para xuntarse e tomarlle algo) non fixeron baixar a intensidade e diversidade do programa. O Fantas é moito Fantas (inda que as malas linguas o chame o “Fantasmorto”)

Dous comentarios breves para rematar.

Os problemas entre a Cámara e o festival fixeron que o ruxe-ruxe sobre un posíbel cambio de sede, máis concretamente Lisboa, se intensificaran nos últimos días. O director do festival, Mário Dorminsky, declarou en conferencia de prensa que están moi cómodos en Porto e que xa renovaron o contrato para o próximo ano.

O filme Splice de Vicenzo Natali caeu do programa por no aceptar a dirección do festival as esixencias da distribuidora (rexistrar ós espectadores para que non leven móbiles e similares, entre outras). Dorminski dixo, en ton de broma, “o filme está na net para quem quiser sacar”.

Eu estarei aquí para contarvos todo sobre os filmes que vexo e todo o que pasa.

Agora tócavos a vós dicir que vós parece a edición deste ano do Fantasporto e preguntar sobre calquera cousa que non quedara clara ou algo do que queirades ter especial información.

Vémonos nas butacas!

Artigo publicado en GZNación e en Nova Fantasía en 2010

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Kynodontas (2009)

2011-02-05


Canino (2009)
Estrea: 14 de Maio de 2010

Título original: Kynodontas
Director: Yorgos Lanthimos
Intérpretes: Christos Stergioglou, Michelle Valley, Aggeliki Papoulia.
País: Grecia
Duração: 93 minutos
Género: Comédia negra

O filme que proponho para este mês não é um filme para todos os públicos e tampouco é un filme para todos os gostos. De feito estou case seguro que que vai ser difícil pode-lo ver nalgum cinema da Galiza. Mas é que não posso deixar de recomendar este filme que não deixara indiferente a ninguém.

Ganhador do Un Certain Regard de Cannes, secção onde se topam novas promessas e propostas inovadoras que têm difícil a sua distribuição comercial na Franza, e o prémio do júri do Carnet Jove e o prémio Citizen Kane ao melhor director revelação no Festival de Sitges, só são a alguns dos prémios que enfeitam o currículo desta historia original e surpreendente.

O argumento é parte, junto às interpretações e à direcção, do impacto que causa este filme. Três irmãos (um rapaz e duas rapaças) vivem fechados numa casa atados a umas regras do mais estranho e aparentemente aleatórias. O único que conhecem do mundo exterior é pelos olhos e explicações dos seus pais (o pai é o único que sai, para trabalhar). E as explicações são do mais peregrinas: os aviões que vem passar desde o jardim lhes dizem que são brinquedos ou que um zombi é uma flor pequena e amarela. A única pessoa do exterior coa que têm contacto é com uma companheira do trabalho do pai que este contrata para que tenha relações sexuais com o filho. Mas esta situação enfermiça não pode durar para sempre e sucedera algo que fará cambalear-se este pequeno mundo cheio de crueldade e situações incompreensíveis.

De onde vem o Canino do título? Pois, ademais de que os tratam como cães, têm varias das suas estranhas leis relacionadas com os dentes caninos. Por exemplo: quando cai um dente canino o rapaz pode sair por vez primeira ao jardim, ou quando este volve medrar pode aprender a manejar (com os olhos tapados).

Como vedes um filme e uma história bastante afastado do convencional e que ademais de conseguir nos surpreender pode ter mais duma leitura em clave política, social ou simplesmente familiar.

E remato a recomendação deste mês dando uma boa nova para os cinéfilos de Compostela e arredores: voltam os Cines Compostela. Ao feche da edição não temos toda a informação, mas fala-se de que voltarão ofertar filmes menos comerciais e em versão original legendada em castelhano. Também fala-se de que houve uma reforma e que se modernizaram para adaptar-se à tecnologia do 3D. Os novos Cines Compostela estão abertos desde o 30 de Abril de 2010. Aguardemos que desta volta seja para ficar durante uma boa temporada.

Vejo-vos nas poltronas! (dos Cines Compostela?)

ifrit

(Recomendação publicada originariamente na separata cultural do desaparecido jornal mensal do Movemento polos dereitos civís, A soeira das estrelas)

[A recomendação foi feita antes de ver o filme e contem algum que outro erro, mais em geral é muito acertada]

São produtor dum filme! E ti também podes!

2010-02-15


Certificado, parche, adesivos e chapa do Projecto Colibrí (by-nc-sa ifrit)

“Mas que diz este tolo? De que vai todo isto?”

Imos por partes, que a cousa tem a sua miga. O filme vai-se chamar El Cosmonauta e está nos seus primeiros passos de pre-produçao. Já antes de começar podes ter acçeso a cantidade de informaçao (desde o roteiro [PDF, 23Kb], a estética [PDF, 7’8 Mb], a equipa técnica, etc.)

Para o financiamento a gente de Riot Cinema Collective utiliza o sistema conhecido como crowdfunding, no que um grupo de gente, normalmente a traves de internet, poe dinheiro para apoiar um projecto de terceiros. Neste caso a colaboraçao economica pode ser de duas maneiras:

  • Produtor: Desde 2 ouros (que é o que custa o paquete de bem-vinda que vedes na foto, agás o parche) ou mercando qualquer dos produtos da tenda converteste em produtor, o teu nome aparecerá nos créditos do filme e tem um número para o sorteio dum traje autêntico de cosmonauta.
  • Investidor: A partir dos 1.000 ouros podes fazer um contrato de sociedade de participação e receber a tua parte dos benefícios do filme.

Todo o projecto é Creative Commons, aqui tendes a sinopse:

Em 1975, o primeiro cosmonauta russo na Lua não consegue voltar, e da-se por perdido no espaço. El, nembargantes, a traves de pantasmais mensagens de radio, clama estar de volta na Terra e topa-la valeira, sem uma ialma.
A sua irreal presença e a sua voz irão destruindo aos poucos o mundo dos seus seres queridos.

Precisam de mais? Há muito mais. Aqui tem o primeiro teaser trailer, que não só podem ver mas também fazer a tua própria versão (Creative Commons, lembra)

“El Cosmonauta” Teaser 1 (ESP) from Riot Cinema on Vimeo.

Uma gozada de projecto. Uma gozada de ideia. Uma esperança para o cinema.

“Mas isto são quatro matados!” Nada mais longe da realidade. A gente de Riot Cinema Collective nao esta soa e, ademais do equipo técnico e os case 2.000 produtores, conta cunha longa de lista de apoios e colaboradores. Incluso Eduard Artemyev, compositor da banda sonora desse cume da ciência ficção que é o Solaris de Andrei Tarkovsky, lhes cedeu uma peça.

Imagem baixo licença Creative Commons de Riot Cinema Collective

Investiguem, participem e sobre todo PARTICIPEM!!

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