O mistério da mamoa de Zaramacedo (Capítulo II)

2012-08-03

Mámoa de Medorra en Zarramacedo

O Turonio recordou por fim onde topara a informação sobre a mamoa de Zaramacedo (ou Zarramacedo. A origem e derivações do topónimo davam para outro capítulo.) Foi nesta web: Amigos do Arqueolóxico A Coruña. Como podedes ver, na ficha dessa web inclui-se as coordenadas exactas (42º 52′ 41″ N # 8º 27′), assim como imagens, ilustrações e outras informações de utilidade. Com estes dados dirigimos-nos à busca da mamoa, mas o infortúnio ia voltar a se cruzar no nosso caminho. Coas coordenadas na mão não levamos mapa nem anotação nenhuma e fiamos-nos do que o Google Maps do telemóvel dizia. E assim estivemos a passear pelas leiras de 600 mais m abaixo.

O único que topamos foi este monte de pedras. Estávamos a 500 m da mamoa.

Como vedes na ficha na zona há presença doutras construções megalíticas, mas várias já foram destroçadas nos trabalhos de plantação de eucaliptos. Subimos, baixamos, demos um passeio e novamente derrotados reconfortamo-nos com umas merecidas cervejas e algum que outro gelado e tapas.

A fim do mistério da mamoa de Zaramacedo está mais perto!

A foto que ilustra esta entrada é do companheiro Noel, que estivo na mamoa em 2009 ¬¬

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O mistério da mamoa de Zaramacedo (Capítulo I)

2012-07-12

O companheiro Turonio leu nalgures (inda me tem que confirmar onde) que em Zaramacedo, paróquia de Bando, há uma mamoa. Essa é toda a informação que temos. E com pouco mais a fumos buscar uma amanhã.

O primeiro problema, que solucionamos perguntando, foi que Turonio identificara Bando de Arriba como Zaramacedo. Quilómetro e meio mais adiante chegamos à pequena aldeia composta por pouco mais de quatro casas e que inda assim está divida entre os concelhos de Compostela e Boqueixom. Ali não topamos a ninguém a quem perguntar e continuamos caminho ate Rúbios, já em Boqueixom, onde topamos um amável senhor que nunca ouvira falar da tal mamoa.

A zona é rica em toponímia e microtoponímia curiosas, conta com um roteiro de moinhos e tem uma cachoeira que bem merece uma visita, mais da mamoa nem rastro.

Fomos perguntar também à protetora de animais de Bando, que também está em Zaramacedo, mais tampouco escutaram nunca falar dela. Andando por um caminho ali de lado só topamos uns grandes penedos arrastados e umas boas vistas.

Vista desde um alto com Compostela ao fundo.

No centro da imagem pode-se adivinhar o castro de Bando.

Vista de Compostela com o monte Viso à esquerda.

Grupo de penedos arrastados para poder plantar eucaliptos e paus da luz.

Visto o nosso sucesso na busca da mamoa de Zaramacedo decidimos seguir documentando-nos para uma vindoura excursão e ir fazer-lhe uma visita ao castro de Bando.

O castro de Bando topa-se em Bando de Abaixo, justo do lado da igreja paroquial de Santa Eulália. Não aguardeis topar ali restos de muros derrubados, habitações circulares ou pedras. Nem sequer aguardeis topar o castro a simples vista. Mas o olho treinado topará de forma clara um terreno circular baleiro arrodeado por um parapeito de terra de uns 1’5 m na zona interior e arredor de 5 m na exterior, e este, à sua vez, arrodeado por um fosso reutilizado como caminho. Uma estrutura defensiva em toda regra que permitiria a proteção temporal duma pequena comunidade e que se conserva excepcionalmente bem, o que sugere um certo mantimento e uso continuado ao longo dos séculos.

Um peculiar espaço bem perto do Caminho de Santiago e a escassos quilómetros da capital da Galiza que bem merece uma visita e sem dúvida um estudo em profundidade por parte de especialistas e, quando menos, uma correta sinalização e explicação.

Interior do castro de Bando, com o perímetro delimitado pelas árvores.

O castro visto desde fora, com o parapeito e o fosso, reutilizado como caminho

A igreja paroquial


Todas as fotos são ifrit by-nc-sa

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